Mixed media paintings by Brooklyn-based artist Carrie Moyer
A voz transformada em dado - o Voip, voz sobre o IP- não tem o mesmo custo da telefonia, mesmo que as operadoras insistam em um falido modelo de negócio. Bastaria ter, então, um único plano de dados para transmitir todos os tipos de dados -inclusive os de voz.
Hoje, aplicativos como o Viber (Iphone) e What’s app (Android) são mais simples que o Skype. Não há necessidade de logar. Eles integram o aplicativo a seus contatos (aparece um ícone do app ao lado do nome, então, o usuário sabe que a ligação será free) e utilizam a plataforma Voip, pela rede, para quem tem smartphone (ainda há problemas de compatibilidade entre aplicativos de diferentes plataformas, mas fica para outra revolta).
Tá. Mas por aqui, temos alguns probleminhas adicionais:
1 - Venda casada. Para adquirir um plano de dados para o smartphone, é necessário um plano de minutos para voz. Então, dá no mesmo. Procon?
2 - Celular que não serve pra falar. Há mais telefones celulares no Brasil que habitantes. No entanto, 80% dessas linhas são pré-pagas. Dilma?
3 - Baixa velocidade. Não há rede 4G no Brasil, a rede que usa o protocolo IP para dispositivos móveis. Estamos no 3G, que ainda faz o VOIP ser sofrível para seus usuários. Anatel?
@7 months agoSabemos que o Twitter tem feito a notícia chegar de lugares nunca antes navegados, que o Oriente Médio jogou na cara do mundo sua opressão -que pensávamos ser consentida. Inegável o papel das mídias sociais. Mas, quanto aos recentes eventos na Espanha (#spanishrevolution), vale um olhar mais apurado sobre o alcance, a organização e os resultados do ciberativismo hispânico:
- Os espanhois deflagraram uma onda de protestos, organizado na web, contra o sistema econômico vigente e maior representação política. Não é restrito à juventude. A abstenção nas últimas eleições chegou a 33%, com forte participação do movimento “No Les Votes”;
- O ciberativismo é gigantesco. Há manifestos de todo o tipo. “Hemos puesto el dinero por encima del Ser Humano y tenemos que ponerlo a nuestro servicio. Somos personas, no productos del mercado. No soy sólo lo que compro, por qué lo compro y a quién se lo compro”. (leia o manifesto);
- A plataforma Actuable.es (visitem esse site, tem propostas, petições, ideia para alguém por aqui) incentivou o envio de mais 150.000 e-mails para o Alfredo Pérez Rubalcaba, ministro do Interior e evitou a repressão policial na Puerta de Sol de Madrid, manifestação que tinha sido proibida sob uma alegação “X” de que levantar a bandeira da abstenção de voto seria “contra o direito do cidadão”, (hein?)
- O movimento Madrid Toma Los Bairros, organizado na web, está levando o debate para a periferia da Espanha.
Acorda meu povo
Alguns exemplos. É um movimento com respaldo na crise econômica? Talvez. Mas com um alcance inacreditável. E dá um tapa na nossa cara. Esse nosso Brasil, o terceiro maior usuário de redes sociais.
Primeira porrada: Infraestrutura. 92% da população na Espanha tem acesso à internet e 19,5% da população usa banda larga no celular - a média europeia é de 6,9%.
Segunda: Ativismo. Precisamos ir além da marcha da maconha.
@7 months agoPois é. Enquanto a nossa musa do Ministério da Cultura, Ana de Hollanda, deflagrou sua própria crise ao tirar o Creative Commons do site do MinC, a prefeitura de São Paulo adotou o sistema de licenciamento para os livros didáticos das escolas rede municipal da cidade. Todo o material de ensino fundamental, médio, educação infantil, informática, etc, está disponível na rede para download. O usuário pode usá-lo como bem entender, desde que cite a fonte.
@7 months agoCaiu Rogério Santanna, o presidente da Telebrás, estatal responsável por levar a internet de banda larga aos mais longínquos municípios tupiniquins. Ele combrou briga com teles privadas e fez duras críticas aos cortes orçamentários do programa -que dos R$ 1 bilhão prometidos, recebeu apenas R$ 50 milhões. Caio Bonilha assume, mais aberto a parcerias e, ao que tudo indica, também a concessões.
@8 months agoAntes, vale passar dois minutinhos tentando entender o que é um algorítimo genético. Ele se baseia na evolução e na seleção natural para conceber mecanismos sob os critérios de organismos vivos -mais flexíveis e capazes de mudar a “receita” para o qual foram previamente criados. Dá para dizer que eles aprendem com a experiência, com os erros do passado.
Um algorítimo parte de um “passo-a-passo” para a realização de tarefas, que não são apenas sequenciais. Elas envolvem decisões lógicas, comparações. Por exemplo, se a ideia é deixar um computador sempre ligado, podemos partir do seguinte fluxograma para a definição de um algorítimo.
- Computador não ligado
Solução 1: Plugado na tomada? Se não, plugar.
Se sim, próxima etapa.
Solução 2: Bateria descarregada? Sim. Trocar bateria.
Se não, trocar computador.
O algorítimo tenta solucionar o problema, tendo em vista critérios supostos para sua resolução. Agora, a grande sacada do algorítimo genético é a memória de seleção. Para que, se usado mais de uma vez, ele possa guardar possíveis soluções, aprimorando seu mecanismo. Selecionando e recombinando resultados.
Em uma busca, por exemplo, ele guarda os itens já buscados, melhorando a apresentação de soluções para uma próxima busca. Por aí, dá pra ver que os anúncios direcionados, portanto, não são milagres de deus Google. Amém.
@7 months agoVamos à gênese da web. Dois computadores conectados formam uma rede. Ao se ligarem a outros dois -portanto, uma outra rede- tem-se uma relação entre relações: uma inter-relação. Uma internet. A ligação entre essas redes é intermediada por um provedor, que define a capacidade do tráfego de dados entre cada network. Mas ele cobra por isso, inclusive de outros provedores.
Assim, tendo provedor A e provedor B, caso os dados de A naveguem em B, ele deve pagar para B. E, se B trafegar em A, ele deve pagar para A. Não, você não está com problemas de interpretação. Todo mundo ganha e todo mundo perde. Com um detalhe: todos, também, ficam com uma rede mais lenta. Sim. Insano.
Por aí já dá pra ver que a distribuição, o compartilhamento e a liberdade na rede está muito longe de uma política de livre mercado, anárquica, relegada à internerds que não entendem bulhufas de ganhos $$$. Mas em nível que esse mercado se dá, e como -pelo-amor-à-inteligência -ele precisa ser repensado.
@7 months agoEssa vale nota. Reportagem do link fez um especial sobre o primeiro partido político virtual do Brasil. O PPBr, Partido Pirata do Brasil. Todos lutam pelo software livre e protocolos abertos. Mas a coisa vai além por aqui. Nossos piratas vão descriminalizar a pirataria de rua. Não é brincadeira. Eles seguem a iniciativa sueca e alemã, que já tem cadeiras no parlamento da União Europeia. Na Alemanha, o barulho promovido pelo partido fez a polícia germânica apreender os servidores dos moços. Acompanhe a empreitada.
@7 months agoSe você precisa saber como funciona o envio de um e-mail, o que acontece quando você recebe um spam e o que é um DNS é no Comitê Gestor da Internet no Brasil que você vai conseguir as infos. Ele é responsável por integrar todas as iniciativas de serviços de internet no País. Todas padronizações de linguagem e especificações necessárias para o bom funcionamento da web são feitas aí.
Mas, além das definições que o comitê oferece, ele ainda é uma ponte entre os serviços oferecidos pelo setor privado e o Governo Federal. Por exemplo, os backbones -os troncos de cabos de rede- utilizados para o Plano Nacional Banda Larga no País- serão testados por eles. Também vale “fuçar” nos projetos:
O synthorchestra.org usou o Google Trends para medir a popularidade do Twitter no Brasil. O site ganhou de “livro”, “mulher”, “política” e “música” e só perdeu para ”sexo” e “download” nos itens mais buscados do Google. Dê uma brincada.
@8 months ago